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Para manter credibilidade, Terceiro Setor investe em compliance

Perenidade no Terceiro Setor tem sido uma das principais bandeiras da APF (Associação Paulista de Fundações), que comemora 20 anos em 2018. A entidade tem intensificado os trabalhos em torno do compliance como mecanismo que rege os procedimentos internos de integridade e transparência.

As entidades representativas do Terceiro Setor, a despeito de não terem fins lucrativos, dependem da boa imagem para sobreviver, conseguir manter-se e crescer de maneira adequada e sustentável. É um trabalho extremamente importante, com deveres e obrigações perante a sociedade e o Estado.

No Terceiro Setor, a responsabilidade é potencializada, pois grande parte das entidades é mantida por doações, recursos públicos e emendas parlamentares. Para a presidente da APF, Dora Silvia Cunha Bueno, por mais que se necessite de recursos financeiros para realizar os projetos, os gestores devem tomar muito cuidado e sempre analisar a origem do que está sendo doado, a fim de manter a reputação e imagem ante os doadores e, principalmente, a opinião pública.

O investimento em políticas de transparência fortalece e garante credibilidade ao Terceiro Setor, cuja atuação é muito ampla, abrangendo número expressivo de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Dados de 2016 do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam 820 mil instituições.

Segundo a APF, essas organizações, assim como qualquer empresa, devem contar com administração responsável, rigorosa e eficaz, que atue em total conformidade com as leis. A diferença é que os resultados financeiros positivos são, no Terceiro Setor, revertidos integralmente à atividade social.

Desde 2017 a Associação Paulista de Fundações (APF) tem, juntamente com a Controladoria Geral da União (CGU), se debruçado sobre o tema e participado de debates de alto nível com personalidades na área de compliance, visando discutir as boas práticas da gestão nas fundações e em todas as entidades do Terceiro Setor.